A pergunta e a mente

A pergunta e a mente estão em constante ligação. A fertilidade do pensador está na formulação da pergunta, da crítica e da dúvida assim como na procura pelo caos intelectual para expandir o conhecimento de um determinado assunto.

mind the gap

Práticas como a Arte são necessárias para o processo contínuo de aprimoramento da observação. A percepção sensorial é treinada e constantemente. A observação é feita de forma consciente, gerando perguntas, críticas, ideias sobre o contexto da peça ou de qualquer situação experienciada. Com isso a interpretação e o questionamento do pensamento vão expandir a percepção dos sentidos humanos.

A Pergunta e a mente em expansão

Duvidar das próprias perguntas que resultaram da percepção expande as fronteiras do conhecimento. Este processo é parecido com a meditação analítica. É necessário criar a necessidade de saber tudo o que não está explícito, aquilo que está para ser descoberto, o que é novo, o que está escondido para ser encontrado, formulando o máximo de perguntas possíveis, gerando dúvidas, incomodando-se, voltando a ser criança, as nossas origens questionadoras e curiosas.

deitada-feet

A ‘arte da pergunta’ expande a ‘arte da dúvida’. Este processo seria: interpretação e produção de conhecimento – e só no final a ‘arte da crítica’, que tem como finalidade aprofundar a interpretação e a produção de conhecimento que são aprendidos através de todo processo metal. Esta etapa, nada mais é do que um questionamento sobre como estou interpretando e o que estou adquirindo e intitulando como conhecimento.

Resumindo, este processo pode ser descrito na seguinte ordem:

  1. Formulação de perguntas

  2. Dúvida, crítica, desconforto

  3. Interpretação e reinterpretação

  4. Produção de conhecimento. Crítica para expandir o conhecimento adquirido

pombas brancas

Este processo é contínuo e deve ser feito regularmente para que todas as ideias sejam recicláveis e os novos conhecimentos sejam adquiridos de forma construtiva.

Caos Intelectual

O Caos Intelectual é um processo mental de extrema importância para fugir das ideias automáticas que tomam conta da maioria de nossas decisões. Este Post é um ‘slice’ do livro ‘Inteligência Multifocal’ de Augusto Cury. Estarei compartilhando mais sobre este livro que me ajudou e me ajuda a melhorar a forma que eu vejo o mundo através do pensamento.

Assim como o caos tumultuado de uma tempestade trás uma chuva nutritiva que permite a vida florir, assim também nas coisas humanas tempos de progresso são precedidos de tempos de desordem. O sucesso vem para aqueles que conseguem sobreviver a crise. I CHING

caos-kid

Algumas das características principais desta atitude mental são as seguintes:

  • Expansão das possibilidades e das barreiras criadas por ideias enraizadas. Permite a descontaminação da nossa interpretação o que resultará em novos paradigmas, novas maneiras de ver.

  • Analisar as variáveis de interpretação e adquirir uma postura crítica de como estamos acostumados a representar o ambiente.

  • Reorganizar continuamente a construção dos pensamentos automáticos e assim acontece o processo de reestruturação do conhecimento.

  • Liberdade de observar sem (pré) julgamentos e atenção constante do observar, procurando olhar para uma situação de várias maneiras, sem prender o olhar e sem basear a posição perceptiva em pressupostos cognitivos.

O caos frequentemente alimenta a vida enquanto a ordem alimenta o hábito. Henry Adams

  • Livre produção de pensamentos. Estar constantemente em um processo de ‘brainstorming’

  • Revisão crítica da produção de ideias encontradas. Perguntar e criticar são sinais que levam a mente a novos rumos. Educar a aquisição de informação criticando aquilo que deve ou não ser aprendido. Expandir ou filtrar as ideias adquiridas.

  • Utilização do caos intelectual para esvaziar as distorções preconceituosas e referenciais históricos contidos no processo de formação da personalidade. O Caos possibilita expandir as possibilidades de compreensão e construção do conhecimento.

  • Análise dos sistemas que organizam a geração do funcionamento da mente e a construção das cadeias de pensamentos.

caos

O Caos intelectual é precedido pela ‘Arte da Pergunta’. Algumas características do processo de questionamento são:

  • Perguntar é muito mais importante do que responder. A pergunta bem feita vai trazer a resposta precisa e não o inverso. Saber elaborar perguntas é de suma importância para a reavaliação do conhecimento.

  • Sempre é importante fazer as perguntas exatas. Para isso é necessário investir tempo para formular várias perguntas sobre a situação a ser resolvida.

  • Depois de formuladas, cabe o questionamento sobre as próprias perguntas feitas anteriormente. Esse processo vai expandir ainda mais as possibilidades para a resolução da situação.

  • A dúvida e o caos são necessários na formulação das perguntas. Desta forma, as respostas serão mais profundas e abrangentes e mais rica será a produção de pensamento e a reconstrução da memória.

o-caos-na-ordem-theodor-adorno

Escrever sobre o assunto me ajuda mais do que a quem lê pois sou eu que estou indo atrás do conhecimento e este processo de ‘ir atrás’ é de máxima importância para quem quer alcançar seja lá o que for.

QUEM ESTÁ NO CONTROLE

marionete

No one outside Facebook knows for sure how it does this, and no one inside the company will tell you. And yet the results of this automated ranking process shape the social lives and reading habits of more than 1 billion daily active users—one-fifth of the world’s adult population. The algorithm’s viral power has turned the media industry upside down, propelling startups like BuzzFeed and Vox to national prominence while 100-year-old newspapers wither and die. It fueled the stratospheric rise of billion-dollar companies like Zynga and LivingSocial—only to suck the helium from them a year or two later with a few adjustments to its code, leaving behind empty-pocketed investors and laid-off workers. Facebook’s news feed algorithm can be tweaked to make us happy or sad; it can expose us to new and challenging ideas or insulate us in ideological bubbles.

 

And yet, for all its power, Facebook’s news feed algorithm is surprisingly inelegant, maddeningly mercurial, and stubbornly opaque. It remains as likely as not to serve us posts we find trivial, irritating, misleading, or just plain boring. And Facebook knows it. Over the past several months, the social network has been running a test in which it shows some users the top post in their news feed alongside one other, lower-ranked post, asking them to pick the one they’d prefer to read. The result? The algorithm’s rankings correspond to the user’s preferences “sometimes,” Facebook acknowledges, declining to get more specific. When they don’t match up, the company says, that points to “an area for improvement.”

 

“Sometimes” isn’t the success rate you might expect for such a vaunted and feared bit of code. The news feed algorithm’s outsize influence has given rise to a strand of criticism that treats it as if it possessed a mind of its own—as if it were some runic form of intelligence, loosed on the world to pursue ends beyond the ken of human understanding. At a time when Facebook and other Silicon Valley giants increasingly filter our choices and guide our decisions through machine-learning software, when tech titans like Elon Musk and scientific laureates like Stephen Hawking are warning of the existential threat posed by A.I., the word itself—algorithm—has begun to take on an eerie affect. Algorithms, in the popular imagination, are mysterious, powerful entities that stand for all the ways technology and modernity both serve our every desire and threaten the values we hold dear.

Read it through Slate.com