Professora toma dose fatal de corrosivos

Font, BBC

Um inquérito judicial em Cardiff, no País de Gales, concluiu que uma professora inglesa de 24 anos morreu em novembro do ano passado por ter consumido produtos de limpeza corrosivos, depois de ter descoberto fotos suas nuas no site de relacionamentos Facebook.

Ela foi encontrada morta em seu apartamento em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, onde trabalhava em uma escola internacional.

As autoridades galesas não foram capazes de determinar se a professora Emma Jones cometeu suicídio ou se a ingestão dos líquidos tóxicos foi acidental.

Durante audiência na quarta-feira, sua mãe, Louise Rowlands, acusou o ex-namorado da filha, Jamie Brayley, de roubar as fotos íntimas de Jones e disponibilizá-las no site de relacionamentos Facebook.

“Ele colocou as fotos no Facebook e ela disse que foi acusada de prostituição por um colega de trabalho da escola”, declarou Rowlands.

Por isso, segundo Rowlands, a professora temia que fosse presa no país muçulmano.

“Ela estava chorando, isso estava partindo o coração dela. Eu disse, ‘Emma, seja o que for, não pode ser tão mau. Apenas volte para casa”, contou a mãe, que conversou com a filha por telefone dias antes de sua morte.

Mas Jones teria dito que não poderia deixar o país, porque seria “jogada na cadeia”, segundo relato de Rowlands.

Brayley, porém, nega ter roubado as fotos ou as ter colocado na internet. “Emma nunca me enviou qualquer imagem indecente. Ela não era esse tipo de pessoa”, disse.

O juiz Thomas Atherton disse que não acreditava que o ex-namorado deveria ser responsabilizado pela morte de Jones.

Dose letal

O legista Thomas Hockey concluiu que foi a ingestão de líquidos corrosivos que matou a professora. Mas o juiz disse que não era possível ter certeza se ela ingeriu as substâncias de propósito ou se tomou acidentalmente os produtos tóxicos que estavam em uma garrafa sem identificação.

Quando foi encontrada morta em seu apartamento, a professora carregava seu passaporte no bolso e suas roupas estavam sobre a cama, prontas para serem colocadas em uma mala.

“Suas roupas estavam fora do armário e seu passaporte em seu bolso. Isso não indica uma pessoa que está cogitando o suicídio”, disse Atherton. “Ela havia concordado que a melhor ação seria deixar Abu Dhabi e retornar a Grã-Bretanha”, completou o juiz.

A mãe se disse satisfeita com o veredito aberto. “Não havia a menor chance de a minha filha ter cometido suicídio. Ela era uma verdadeira batalhadora, cheia de vida”, comentou.

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