BROADCAST ON RADIO ZERO 02/05/2010

by J

Criação musical na minha opinião propicia uma expansão perceptiva e intelectual das duas partes envolvidas, criador e ouvinte e também vale criar algo que faça com que as pessoas reflitam sobre alguma coisa. Com a intenção de unir ouvidos através de ondas sonoras digitalizadas por sequências binárias de 0 e 1s obsessivamente organizados de uma maneira totalmente pessoal, a música vem para somar e em alguns momentos me salvar. A música diminue as barreiras sociais criadas pela avareza capitalista impiedosa e faz com que alguns escolhidos aprendam a criticar, a perceber as mesnagens subliminares e consiguam tirar proveito de tudo que entram em contato.A arte tem me salvado e foi através dela que minha vida tomou um sentido, se é que ela tem um plausível de comentário.

Ratos domesticados correndo atrás do próprio rabo em uma esteira rolante especialmente preparada e arquitetada pela mídia. Caminhos aparentemente corretos que levam a lugar nenhum. Um sutíl emburrecimento dismistificado como sendo agradável e correto norteia as pobres mentes vazias que vagam pelo mundo do trágico e subjetivo, do irreal aparente, tudo aquilo que é visível.

E se alguém lhe disesse que toda ação que fizeres nesta vida irá se repetir inúmeras vezes em um infinito ciclo de vidas carazterizadas pelo sofrimento que é inerente ao ser humano, onde cada ação irá se repetir não importando sua natureza nem seu resultado? E quando nada faz sentido e tudo parece inútil, fútil como castelos de areia erguidos a beira mar com hora e data marcada para serem destruídos? Procuro respostas para perguntas que já não fazem mais sentido, vagas palavras desordenadas, ilegíveis, desformes e ocas. Tento com toda minha pouca força que ainda me resta tirar algo desta terra estéril, sem mesmo ter plantado nada conscientemente.

E onde a música entra neste emaranhado para-psico abstrato, neste divagamento paraplégico neurológico pessoal? Eu passo a ver a música, como forma de arte, como o aparelho que mantêm o moribundo ainda vivo, mesmo que já se encontre em um estado vegetativo induzido por seu consentimento próprio. A música é o chão que eu piso com meus pés descalsos, que me
leva para lugares longínquos, me salvando de mim mesmo. Os minutos que a música é apreciada podem durar uma eternidade.

Na verdade, a realidade dura um segundo a medida que eu vivo condicionado ao tempo criado e imbutido dentro de um abjeto, frio e mecânico, paralisante, estressante, esgotado e a cada segundo ultrapassado.

RADIO ZERO

Art creation provides a percepitve and intelectual expansion for both minds involved in this process of communication, artist and the viewer. Music, by this matter, intends to connect ears around the globe by sound waves digitalized into binary code of a long sequence of 0s and 1s, obsessivelly organized in a way that can be understood somehow by those who are willing to let their minds be expanded. Music blurs social barriers consciouslly created by individuals and makes society more even, less cruel, more interesting.

What if someone came up to you and said everything you ever do and have already done in this life will be repeated in a future after death life? What would you do? What to do when nothing else makes any sense whatsoever? Recently, nothing has make any sense to me, no action has reall meaning to exist in itself, eating has become senseless. I am looking for answers that have no questions, vague unorganized words, morphed, emptied. Most of the time, I see myself trying hard to take something out of a sterile field in a dried up plantation, consumed by some weird alien plague.

Where does the music fit in this pile of abstract unrecognizable personal thoughts? Music is the machine that keeps the person alive being supplied with oxigen, eventhough the person put himself in this position, a self conscious induced karma coma, now made only possible by the oxigen supply (that means music) machine plugged in without his conscious concern. Music, as an art form, has kept me alive, and probably will keep me alive as long as I think I am alive.

Reality lasts a single second as I live my life condicioned by an object that tells me when to do things. Lab rats running after their own tails inside a steering wheel craftly constructed by the media, that leads you nowhere.

From this point of view, reality lasts a second and every second that passes is actually the past, therefore unreal. So the perception of time changes dramatically when I start to see things through that side of the prisma. So I let art to numb my perception, I let it to take me to anywhere I want, like a medicine, like a cold metal object that sometimes I think could make me happy, only to reach a certain point where nothing makes anysense at all, a point of no return.

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