TRANSIÇÃO ALEATÓRIA 09-05-2010

Sentado na minha mesa, que na verdade não me pertence, teclando a esmo palavras que para muitos podem não fazer sentido, eu percebo a interconexão de eventos em uma escala ampla e global que possibilitaram este ato de acontecer. Qualquer ação, seja um copo na pia da cozinha, seja um cachorro passando na frente do ponto de ônibus onde pessoas esperam anciosas pela próxima condução já atrasada, está conectada com outra ação aparentemente não relacionada com a ação originalmente pensada. Por exemplo, para eu estar aqui agora, alguém precisou construir a mesa na qual meu PC véio está. Indo além, este ato de clicar só está sendo possível porque alguém concebeu está idéia em sua mente e imaginou que o teclado e daí o computador pudesse um dia existir. O copo de café na minha frente só chegou a minha mesa porque alguém suou bastante, provavelmente em condições adversas à sua própria natureza, para colher o café, transportá-lo, e vendê-lo, obviamente objetivando algum lucro financeiro. Assim eu posso tomar meu café confortavelmente sentado nesta cadeira de madeira que foi extraída, muito provavelmente de um lugar onde é proibido o desmatamento, madeira cortada e manufaturada por pessoas que acordaram cedo de manhã, depois de uma noite bebêndo cachaça ou comendo carne de boi morto por fazendeiros inescrupulosos que só pensam em si.

O objetivo desta divagação, aparentemente surrealista e devaneia, é salientar a interconexão de todos os fatos que acontecem no mundo. O budismo chama isto de ‘lei da causa e consequência’. Todo ato, seja ele infimo ou ridículo, tem consequências de alguma maneira ou de outra para alguém em algum lugar do planeta. O efeito dominó, ou efeito borboleta que virou um filme, muito bom por sinal, foi caricaturado pelos simpsons em um episódio que assisti recentemente. Estas ações aparentemente comuns e corriqueiras podem provocar transformações enormes mesmo que imperceptíveis. Buda diz que, devido esta lei universal, todos atos devem ser extremamete bem pensados para que não gerem um karma negativo no futuro, pra mim ou para outra pessoa, direta ou indiretamente ligadas.

Lógico que eu tenho praticado pouco este conceito no decorrer deste longos e sufocantes anos que se passaram, mas ultimamente eu tenho me percebido muito mais. Isto é, na verdade, um exercício de meditação onde a pessoa começa a pensar sobre todos os acontecimentos que propiciaram uma simples cadeira de servir de assento para minha bunda feia e peluda. Isto me ajuda a dar valor nas coisas, qualquer coisa e acredito que pode ser extremamente útil para qualquer ser humano descontente com alguma coisa aparentemente fútil.

Esta tese está na ciência moderna e foi difundida por Edgar Morin o qual criou uma frase que sintetiza esta noção agora chamada de teoria do pensamento complexo ou teoria do caos: “Quando penso na vida, vejo que sou fruto de um encontro muito provável entre meus progenitores. Vejo que sou produto de um espermatozóide salvo entre milhões que, por sorte ou infortúnio, se introduziu no óvulo de minha mãe. Soube que fui vítima de manobras abortivas, que deram resultado com meu predecessor, mas ninguém saberá dizer escapei à arrastadeira….E cada vida é tecida dessa forma, sempre com um fio de acaso misturado com o fio da necessidade. Sendo assim, não são fórmulas matemáticas que vão nos dizer o que é uma vida humana, não são aspectos exteriores sociológicos que a vão encerrar no seu determinismo”. Esta teoria tem ajudado a explicar porque a medida que o mundo se torna mais caótico e complexo, nossa mente tende a se expandir para tentar acompanhar esse desenvolvimento.

A beleza da vida, se é que existe uma, está no acaso, na sua total e incompreensiva aleatoridade disfuncional e abstrata.

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The main goal of this message is to enphasize the realation between actions, eventhough they have being done from people around the world. Just think about toys and computer pieces done in china and consumed in Brasil. The Budhism reffers to it as ‘karma’ but cientists and modern thinkers have been calling it ‘the butterfly effect’. Does it ring anybells?! Any way, I talked about how important is to consider everything we do because every act is co-related and they have a profound effect on people all over the world, even if you are living in a different country, some actions can and will reverb far, far away into the realms of the universe. Like sound waves echoing inside a church, like traffic jams and nuclear wars. This things have started by just a single and very simple factor that was not perceived as such at the time of it’s occurance.

To ilustrate this thought, try to think about coffee. I mean, we all drink it but it had to be cultivated, harvested, transportated and then sold. In this process, a lot of people probably suffered to actually do their job, just so I could sit my ass here and drink it quietly and most of the time unaware of it’s nature.

So the message of this week is to think about what you are doing because it could be damaging other’s. If you care anyways…..

The beauty of life, if you can think of one, is in its randonlly casuality and its disfunctional abstraction.

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