THE MISUNDERSTOOD

TRANSIÇÃO ALEATÓRIA 30-05-2010

The Jacket, John Maybury.

The film centers on a wounded Gulf war veteran who returns to his native Vermont suffering from bouts of amnesia. He is hitching and gets picked up by a stranger, things go pear shaped when a cop pulls them over and is murdered by the stranger. The vet. is wrongly accused of killing the cop and lands up in an asylum. A quack doctor prescribes a course of experimental therapy, restraining him in a heavy duty straight jacket-like device, and locks him away in a body drawer of the basement morgue. During course of his treatment he gets flashbacks and visions of his future , where he can foresee he is to die in four days time. The catch is he doesn’t know how. Thus commences the classic race against time. 

This flick reflects the life of people in need for help who end up on the cold blooded hands of  rootless psichiatrists willing to experiment with needed patients. Why should one be put away just to be onself? Is freedom conditioned by those with a degree in psicology? Are they playing god? Are they god? Audus huxley also thought about a pre-conceived society where the whole social structure was pre-fabricated by people in charge. I dont beleive he had this idea from a LSD trip, but one might see examples of invisible and mental prison everywhere in society. They say we are free but they locked the door. The only freedom is inside the mind. Our imagination frees us but sometimes even our most imaginative thoughts are already corrupted and long conditioned by years and years of repression, arrogance and obeyance.

Is sanity insane? The only thing that makes me sane is my insanity. Erasmo de Rotterdam publish a book way back tackling this notion of whats really sane. The message I want to put across is that eventhough we think we are free to do whatever, we are just not. People get put away just to smoke weed or they get put on meds just because they think cant cope. Society asks for insanity. Lunatics should take over the mad house and fuck it up. Institutionalized people just get sicker by the minute. Be put away just because someone else think I am a little jumpy, is insane. To be put away in order to satisfy others desires for normality is the real sickness. Tackle what or who tackles you. Fight back!

Jack Starks é um veterano da Guerra do Golfo que retorna à sua cidade natal após se recuperar de um tiro na cabeça. Ele passa a sofrer de amnésia  e, após ser acusado de ter assassinado um policial, é recolhido a um hospital psiquiátrico. Lá o Dr. Thomas Becker faz com que Jack tenha drogas experimentais injetadas em seu corpo, como parte de testes para um novo tipo de tratamento. Imobilizado em uma camisa de força, Jack constantemente é trancado por um longo tempo em uma gaveta de cadáveres, no necrotério da clínica em que está. Completamente drogado, a mente de Jack consegue se projetar para o futuro e descobre que ele próprio irá morrer em pouco tempo.

Este filme, assim como outros do tipo ‘Bicho de 7 cabeças’ retrata a vida de pessoas que passaram por experiências traumáticas dentro de instituições psiquiatricas onde médicos fazem o que querem com pacientes, como se estes fossem marionetes, ratos de laboratório sendo manipulados, ficando a mercê de outras pessoas. O fato deles estarem nesta posição para ajudar serve como uma justificativa para poder usar seres humanos como brinquedos? Se essa fosse uma nobre verdade, eu poderia justificar meus atos insanos de amanhã, fazendo algo nobre hoje, ou seja, eu te dou um abraço hoje e isto me dá o direito de te dar um soco na cara amanhã. Será que isso faz sentido para alguém?

Mas o interessante é a viagem de Jack. Assim que ele é colocado dentro da gaveta, sua mente divaga para o futuro e o que ele concebe em sua mente realmente acontece na vida real, o que ilustra o poder da imaginação num ambiente de total privação. Esta idéia foi bastante pesquisada e difundida nas artes pláticas onde alguns artistas criaram um ambiente de total privação para experienciar e relatar seus sentimentos para o público.

O filme me lembra uma questão muito antiga que foi divagada por Erasmo de Rotterdam a séculos atrás e ainda repercute na sociedade atual. Seriam loucos aqueles que falam o que realmente sentem ou dizem a verdade, seja ela qual for? Estes são colocados em instituições e desprovidos de sua liberdade, se é que existe liberdade, somente para os caprichos de pessoas que não se sentem confortáveis com outras pessoas sendo felizes, ou no caso livres. Muitas vezes eu percebo que certas pessoas não suportam ver outras felizes pelo fato delas não conseguirem ser felizes por si mesmas. Eu acredito que a tão famigerada ‘loucura’ é a única coisa que me mantém realmente são. A insanidade como cura para a sanidade social.

Onde está a verdadeira liberdade? A partir do momento que entramos na fase adulta e nos forçam a  participar de uma sociedade, somos imediatamente desprovidos de escolher. Audus Huxley com seu brilhante ‘Admirável mundo novo’ desenhou uma sociedade onde indivíduos eram criados e condicionados, a noção de pais e filhos não existia, sociedade era desenvolvida a partir de pré-requisitos impostos por seres ditos superiores. Acredito que suas idéias não vieram de uma viagem lisérgica mas sim de exemplos amplamente vistos na nossa própria casa, rua ou bairro.

Cada um faz aquilo que quiser com as informações, mas a minha opinião sobre esse assunto é que a liberdade é utópica e privar pessoas de fazerem alguma coisa, colocando-as em instituições com métodos que não funcionam, faz com que estes indivíduos fiquem ainda mais revoltados com tudo e com todos.

“Que seria desta vida, se é que de vida merece o nome, sem os prazeres da volúpia? O delírio e a loucura não serão, talvez, próprios das crianças? Que é que, a vosso ver, mais agrada nas crianças? A falta de juízo. Um menino que falasse e agisse como um adulto não seria um pequeno monstro? Pelo menos, não poderíamos deixar de odiá-lo e de ter por ele um certo horror. Há muitos séculos, é trivial o provérbio: Odeio o menino de saber precoce. Quem, por outro lado, poderia fazer negócios ou ter relações com um velho, se este aliasse a uma longa experiência todo o vigor do espírito e a força do discernimento?” Erasmo de Rotterdam, Elogio da loucura.

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