ART OF THE DAY

ART OF THE DAY is a musical/artistic initiative that asks for people basically to choose a song to sum up their day. Sometimes is very hard to think about a day in terms of a song but I have been thinking about this for a while and most of the time I can relate me day or my last days to a song or a picture or whatever….

Feel free to post comments and please let people know what kind of day experience you are having. I will be thinking about my day and how I spend my time more carefully when I look back and find out that nothing really happened in 24 hours or I have been just completely wasting my time just being totally useless.

It is more like a question “How was your day?” kinda thing that most people take for granted but for some others this question can make a lot of diference, when you really mean it. It is nice to be nice sometimes, on a nice day to a nice person doing nice things outside nice places….

Mostra Visionários, Audiovisual na América Latina

Autor: Julia Nassif

Com inicio em agosto de 2008, na cidade de São Paulo, Brasil, a Mostra busca mapear a cinematografia experimental contemporânea nos diversos países, e do mesmo modo apresentá-las ao público latino-americano.Organizada pelo Instituto Itaú Cultural, a Mostra, itinerante, apresenta a produção cinematográfica experimental de países da América do Sul, México Caribe e América Central.

Foram 73 obras selecionadas pelo curador Arlindo Machado com ajuda de Elias Levin Rojo, Jorge La Ferla, Marta Lucía Vélez y Roberto Moreira S. Cruz, muitos delas inéditas e voltadas também às questões sociopolíticas dos países que representam.

As obras são mostradas em diferentes panoramas, escolhidos pelos curadores:

Arlindo Machado preparou uma exposição histórica, em dois programas, com filmes importantes para o desenvolvimento do cinema e do vídeo experimentais na América Latina. São: ‘Paradigmas do Experimental’ – com filmes que tenham novas propostas de temas e estilos realizados em formatos pouco comuns, deixando de lado os estereótipos do mercado audiovisual; ‘Paradigmas da Latinidade’ – produtos audiovisuais que repensam a historia, identidade e cultura latino-americana fora da visão colonialista do ‘exotismo’.

A programação proposta por Elias Levin Rojo, ‘No Zapping’, é uma seleção de filmes do México, América Central e Caribe que sejam marcados pela lentidão, exigindo assim maior envolvimento de quem o assiste, maior comprometimento do público e da relação filme-espectador.

Elias Levin Rojo também foi responsável pela seleção ‘Outras Convergências’, explorando diferentes tecnologias e formas de discursos e a convergência entre o público e o realizador da obra. Também dedicada a filmes realizados em México, América Central e Caribe.

Da seleção de Elias Levin Rojo um interessante filme é ‘Juegos en el Parque’ de Jorge Alban, diretor costarriquenho. O filme, simulando um videogame, mostra através do diálogo de duas amigas, ao mesmo tempo a inocência presente e a capacidade de se divertirem matando. Permite um amplo debate a respeito do tempo virtual e da exploração da violência disfarçado como atrativo para o entretenimento.

Os panoramas dedicados aos filmes de Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai foram selecionado por Jorge La Ferla. ‘Relatos na Fronteira’ mostra as histórias que geram diferentes interpretações por um passado ou um presente atemporal, explorando a relação entre o vídeo e outros meios audiovisuais. ‘Máquinas e Imaginários’ trata sobre filmes em que o campo pessoal é associado a sua relação com o meio, como temáticas políticas ou diários íntimos, como auto-referencia de seus autores e dos meios tecnológicos utilizados.

Um dos filmes da seleção de Jorge La Ferla é ‘Hamaca Paraguaya’, de Paz Encina, que com uma câmera lenta em plano geral, mostram a espera de mãe e pai pelo filho que foi para a guerra. A grande importância desse filme é pelo fato de que é o único da mostra apresentada na língua local, o guarani.

Marta Lucía Vélez foi a curadora da seleção de filmes de Cuba, Equador, Bolívia, Peru, Colômbia e Venezuela. ‘Estados Alterados’ trata de filmes de pronunciamento de ordem político, social ou histórica, potencializadas pela localização territorial de suas concepções.

Um dos filmes apresentados é ‘Los Rebeldes Del Sur’, do colombiano Wilson Diaz, sobre duas obras musicais compostas no projeto musical ‘Los Rebeldes del Sur’ do grupo guerrilheiro Farc.

Outra grande eleição da curadora é ‘El Síndrome de la Sospecha’, de Lázaro Saavedra, que apresenta uma parodia sobre a vigilância, exercida pelos cubanos sobre os próprios compatriotas, em conseqüência ou para a manutenção do funcionamento do sistema social da ilha.

Marta Lucía também é responsável pelo panorama ‘De Domínio Público’, para obras que ultrapassam o limite local do discurso, de caráter mais sociológico e valor para a sociedade atual.

No Brasil a seleção foi feita por Roberto Moreira S. Cruz, denominada ‘Trópicos Audiovisuais’, com filmes que retratam a produção contemporânea de videoarte, sem uma tendência dominante e sem uma uniformidade de estilos.

‘Várzea’, de Ricardo Iazzetta e Estúdios BijaRi é uma obra de videodança que explora a ocupação do espaço público tendo como palco a cidade de São Paulo.

Na seleção é possível acompanhar grandes idéias conceituais ao lado de pequenas produções criativamente caseiras como o filme ‘Tá como o diabo gosta’, do grupo Re:combo, de autoria de Silvério Pessoa, que mostra a bebedeira de um rapaz influenciada pelo diabo em um carnaval de rua no Recife.

A mostra segue recorrendo os países participantes até o final de 2009. A programação, os textos explicativos e todo o conceito do festival podem ser encontrados no site, em português, espanhol ou inglês.

http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2827

GIBBERISH

Manuela São Simão e Pedro Lopes (PT)

Performance duracional por Manuela São Simão e Pedro Lopes, com a colaboração da equipa da Rádio Zero.

A performance duracional Gibberish foi desenvolvida especificamente para o Jardim dos Sons, inserido no Festival Silêncio no Instituto Goethe em Lisboa.

Relacionam-se espaços físicos e mentais: o Jardim e Auditório do Instituto, locais distintos e disjuntos, que aqui se interligam através de um percurso proposto entre a improvisação in loco do músico no Jardim, e a (re)acção ao mesmo som numa escrita caligráfica e plástica realizada pela artista visual, no espaço isolado do auditório.

O som improvisado é audível através de rádios distribuídos ao público à entrada do Instituto, produzindo, no jardim, uma camuflagem sonora cuja descontextualização do seu laboratório-jardim, assume o carácter acusmático de um som criado para ser transmitido em rádios low-fi, característica enfatizada na possibilidade de escuta no espaço indoors do auditório, sob uma certa penumbra.

Isolada do espaço orgânico e da luz do jardim, Manuela São Simão, improvisa uma escrita silenciosa durante duas horas. Um motor montado num pequeno dispositivo-mesa-de-trabalho é programado para uma determinada cadência temporal. A artista intervém e (re)age a partir do som que vai recebendo directamente do músico.

Compondo em tempo real a partir dos sons orgânicos do jardim, das gravações de campo feitas em diversas zonas urbanas da cidade de Lisboa e principalmente das gravações realizadas durante aulas da língua Alemã leccionadas no instituto, o músico Pedro Lopes processa tudo isto compondo um som contínuo, por vezes mais musical, com momentos em que a língua alemã e suas sonoridades específicas são processadas ao ponto de uma certa e mesmo total abstracção, mantendo as suas características estéticas que nos faz por vezes reconhecer a língua como tal, mesmo sem, de forma óbvia perceber o que está a ser verbalmente comunicado.

Para ver e/ou ouvir, o desenrolar de um inventário de sons orgânicos e humanos, que pode ser escutado nos vários espaços exteriores e auditório, através de rádios e com a preciosa colaboração da equipa da Rádio Zero na criação e transmissão de uma onda micro FM local.

Este projecto conta com o apoio do Instituto Goethe em Lisboa e da Rádio Zero.

Quarta-feira, 16 de Jun, 18h30 e 22 de Jun, 18h
@ Goethe-Institut Portugal (Entrada Livre)