DESEJOS COLORIDOS

Quando criança, sempre pensava no que gostaria de ser quando crescesse. Mas quando cresci só penso em me tranformar naquilo que sou.

Desejos infantis são sempre sempre cheios de cores e vertentes. Alguns são visionários, irrealistas e simplesmente infantis no sentido depreciativo da palavra, mas alguns não. “O que você vai ser quando crescer?” foi uma pergunta bastante utilizada na minha infância por professores e coleguinhas de classe, amigas coloridas e pais ausentes mesmo que presentes….

O ápice da resposta a esta pergunta seria quando a criança “crescesse”, mas daí surge várias outras perguntas que possívelmente podem atrapalhar a resposta que antes simples e com muita convicção, agora parece extremamente complicada senão impossível de se tornar clara, ou até mesmo real.

A resposta se perdeu ao decorrer do tempo e a medida que a luta pela sobrevivência se tornou maior do que a vontade de se tornar algo. Talvez eu nem me lembre do que eu queria ser quando era novo, mas agora só quero ser o que eu já sou, quero continuar me transformando naquilo que eu já sou. Coisa que não é tão complicada assim pois eu já sou e me transformar naquilo que eu sou é muito mais fácil do que ser ou saber quem eu sou. Isso já aconteceu a muito tempo mas eu tenho um hábito horrível de esquecer de tudo e me perder em 5 minutos de insanidade instintiva.

Eu sempre pensei em voar, ser piloto então é uma profissão que eu sempre quis ser, mas eu não posso pois minha visão não boa o bastante para ser um piloto. Mas me parece ser boa para ver o real e não o imaginário. Para aqueles que entenderam…

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A necessidade de uma catástrofe

 

 

 

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Uma chamada perdida. Seria uma catástrofe?! Uma esquina, uma curva mal feita. Um erro no GPS, um atalho, uma rota fora de mão que levou a caminhos tortuosos, em partes obscuros. Tudo isso pode ser visto como algo que “não deveria acontecer” pois tudo está programado. Ou não?! Somos ou não somos seres “programáveis”. Uma palavra, um gesto, um movimento em falso pode gerar o caos, a catástrofe. Na verdade, mais e mais eu acredito na tese de que nós humanos necessitamos de algum lugar, alguma coisa para falharmos. Temos que falhar. Buscamos a catástrofe inconscientemente. E por isso temos que acreditar que tudo está perdido. Como se ninguém pudesse mudar de um dia para o outro. Alguns se dão a chance de mudarem diariamente. Outros simplesmente não necessitam mudar nada. Mas os sinais estão em todos os lugares e podem aparecer a qualquer momento, até no banheiro ou quando menos esperamos…bang…um tapa na cara só dói quando é percebido. Buscar essa razão, as perguntas que irão abrir os novos caminhos estão em todos os lugares possíveis e inimagináveis pois eles acontecem através da percepção, dentro da mente, no pensamento divergente, na vontade do poder de querer saber, no alarme do relógio de manhã cedo, na ligação perdida que não era para ser atendida naquela hora, na mulher que você por acaso encontrou no ônibus na hora errada mas no lugar certo, no toque de recolher, no perceber instintivo humano animal, no esquecer, no perecer, no vigiar. Em todos os lugares que se resumem no SER.